
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Programação de Novembro do Projeto Interfaces com a Escola Rural

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Programação de Outubro do Projeto Interfaces com a Escola Rural

Fundação Mussambê divulga programação do mês de Outubro do Projeto Interfaces. Aproveitando a oportunidade parabenizamos todas as crianças pelo seu dia!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A FUNDAÇÃO MUSSAMBÊ, em parceria com o INSTITUTO FRUTAL, está realizando um Estudo Mercadológico : Produção e Comercialização da Seriguela
A FUNDAÇÃO MUSSAMBÊ, em parceria com o INSTITUTO FRUTAL, está realizando um Estudo Mercadológico : Produção e Comercialização da Seriguela
O Projeto, na sua execução, iniciada neste mês de setembro, conta com a coordenação do Professor Áydano Ribeiro Leite ( Mestre em Economia – Curso de Economia/Universidade Regional do Cariri) e mais 06 (seis) bolsistas, alunos também do Curso de Economia. Está sendo aplicada uma pesquisa nos seguintes municípios:
Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte e Missão Velha.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Fundação Mussambê realiza Seminário de Extrativismo Sustentável do Coco Babaçu na Região do Cariri
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Programação de Setembro do Projeto Interfaces com a Escola Rural

sexta-feira, 4 de setembro de 2009
PROJETO INTERFACES COM A ESCOLA RURAL PROPORCIONA AOS PAIS E MÃES DOS ALUNOS DA ESCOLA ARTEMYSES LINHARES VISITA AO MUSEU DA CASA GRANDE

Sua criação se deu a partir da restauração da primeira Casa da Fazenda Tapera, hoje cidade de Nova Olinda, ponto de passagem da estrada das boiadas que ligava o Cariri ao sertão dos Inhamuns, no período da civilização do couro, final do século XVII.
A Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri tem como missão a formação educacional de crianças e jovens protagonistas em gestão cultural por meio de seus programas: Memória, Comunicação, Artes e Turismo.
Os programas de formação da Fundação Casa Grande desenvolvem atividades de complementação escolar através dos laboratórios de Conteúdo e Produção. O objetivo é a formação interdisciplinar das crianças e jovens, a sensibilização do ver, do ouvir, do fazer e conviver através do acesso a qualidade do conteúdo e ampliação do repertório.
Mães e pais participantes, no âmbito do Projeto Interface, diante do que viram e ouviram ficaram bastante impressionados. Solicitaram do Projeto e da escola outros momentos para conhecer melhor a cultura local, como por exemplo, visitarem o museu de Patativa do Assaré e de Luíz Gonzaga.
PROJETO INTERFACES COM A ESCOLA RURAL PROPORCIONA AOS PAIS E MÃES DOS ALUNOS DA ESCOLA ARTEMYSES LINHARES OFICINA EM PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS
A Fundação Mussambê, no âmbito do Projeto Interfaces com a Escola Rural, patrocinado pelo Instituto HSBC e BrazilFoundation, realizou uma Oficina em Práticas Agroecológicas, no dia 22 de agosto, tendo como beneficiários pais e mães de alunos da Escola Artemyses Linhares (escola beneficiária das ações do Projeto).
A oficina foi realizada na propriedade do Agricultor Zé Artur, em Nova Olindaque há mais de 12 anos desenvolve práticas agroecológicas. O Sr. Zé Artur é reconhecido em nível nacional como o agricultor símbolo da agrofloresta no Nordeste.
Durante a oficina contou a sua história com alegria e entusiasmando a todos para que adotem práticas na agricultura que ajudem a melhorar a qualidade de vida e o meio ambiente. Assim fala aos presentes:
“Aq
ui era só pedra e areia quando comecei a fazer o manejo. Plantei as árvores nativas misturado com os cultivos. No começo a produção foi mínima, mas com o tempo, foi crescendo. As árvores nativas são boas pois elas acumulam água no inverno (que normalmente vai de dezembro a fevereiro, o período chuvoso) e no verão devolvem para o solo (as folhas e galhos que caem). Outras, utilizadas como ração, como a palma e a lucena ajudam a matar a sede dos animais”.
No sítio, podem ser encontradas frutas como o mamão, o caju e a manga; legumes e verduras, como tomate e andu; e animais, como o bode, a galinha e o porco. O agricultor comercializa sua produção e daí tira seu sustento. “Vende muito e é sustentável porque nunca acaba, pelo contrário. Aqui não falta coisa alguma. Só saio se for para fazer em outro lugar o mesmo que faço aqui", comemora.
A oficina foi encerrada com uma avaliação, onde a maioria dos pais e mães -agricultores (as) - manifestaram a sua compreensão da importância de não realizar plantio, usando queimadas e também abolir o uso de agrotóxicos. Todos ficaram impressionados com o exemplo de Zé Artur – comprometendo-se a seguir os seus ensinamentos.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Fundação Mussambê participa de Encontro de Constituição da Rede de Serviços para as Cadeias de Produção da Sociobiodiversidade
A FUNDAÇÃO MUSSAMBÊ, REPRESENTADA POR JOSE ERISVADO FIGUEREDO, A CONVITE DA COORDENAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO DAS CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE, ENVOLVENDO OS MINISTÉRIOS DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME E A CONAB, PARTICIPA DE ENCONTRO DE CONSTITUIÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS PARA AS CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE A SER REALIZADO, NOS DIAS 26 E 27 DE AGOSTO DE 2009, EM BRASÍLIA.
A Rede de Serviços a ser constituída terá como foco central de atuação a promoção das cadeias da Castanha do Brasil e do Babaçu, enquanto produtos da sociobiodiversidade.
A Rede de Serviços contará com a participação de órgãos do governo federal, governos estaduais, instituições de pesquisa e ensino e sociedade civil que trabalham diretamente com a promoção dessas cadeias.
Fundação Mussambê participa de Reunião com Ministérios e CONAB, em Fortaleza-CE.
A FUNDAÇÃO MUSSAMBÊ, REPRESENTADA POR JOSE ERISVADO FIGUEREDO, PARTICIPA DE REUNIÃO, A CONVITE DA COORDENAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO DAS CADEIAS DE PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE, ENVOLVENDO OS MINISTÉRIOS DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, DO MEIO AMBIENTE, DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME E A CONAB, no dia 14 de agosto de 2009, na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, em Fortaleza (CE).
O Plano Nacional para Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB) é uma estratégia de grande relevância para conciliar o desenvolvimento econômico do País com a conservação do meio
ambiente e a inclusão social e produtiva de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Seu objetivo geral é desenvolver ações integradas para a promoção e fortalecimento das cadeias de produtos da sociobiodiversidade, com agregação de valor e consolidação de mercados sustentáveis.
Essa reunião teve como objetivo a apresentação do Plano Nacional para Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade e o Plano de Ação para a cadeia do babaçu, com o intuito de estabelecer, em conjunto com o Estado do Ceará, a estratégia para implementação do Plano de Ação para a cadeia do babaçu neste estado. Contou com a participação de representantes do Governo do Estado do Ceará, de representantes do Governo Federal neste estado e representantes dos Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Fundação Mussambê comemora seu 5º Aniversário

A Fundação Mussambê comemora neste dia 07 de agosto o seu 5º Aniversário. Neste período procurou sempre ajudar as comunidades com seus projetos sempre de forma transparente e honesta, conseguindo assim inúmeros reconhecimentos por seu trabalho.
domingo, 26 de julho de 2009

Fundação luta pela preservação do babaçu
Projetos de lei são criados onde há maior número de palmeiras de babaçu, alertando para sua importânciaJuazeiro do Norte. Um trabalho que envolve desde o desenvolvimento da tecnologia para o melhor aproveitamento do coco babaçu à luta pela preservação dos palmeirais e o desenvolvimento econômico sustentável das comunidades que trabalham com o produto. O projeto vem sendo trabalhado desde 2005 pela Fundação Mussambê, em Juazeiro do Norte. Também se estende, com tecnologia desenvolvida na própria região, dos maquinários, para os estados do Piauí e Maranhão, onde já foram instaladas várias agroindústrias em parceria com associações de comunidades desses estados.
Com a finalidade de garantir a preservação desses palmeirais na região, a Fundação tem incentivado, nos municípios da região, onde estão as maiores reservas, a criação e aprovação de projetos de lei que inibam a queima, principalmente em cerâmicas da região, do coco, que vem auxiliando dezenas de famílias economicamente, com o extrativismo do produto, não só para extração do óleo, mas, também, para o aproveitamento de vários componentes, como a fibra, que pode ser aproveitada até na indústria automobilística, artesanato, entre outras opções.
Dois municípios da região já contam com o projeto de lei que trata da preservação das áreas e do produto, que são Crato e Barbalha. Estão sendo pleiteadas aprovações nos municípios de Juazeiro e Missão Velha. Em todas essas localidades há desenvolvimento de atividades seja na extração do óleo comestível ou na produção de artesanato e artefatos a partir da fibra. A Fundação também conta com a parceria do Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que são palmeiras que estão nas áreas de encosta da Área de Preservação Ambiental (APA) da Floresta Nacional do Araripe.
As atividades pela preservação do coco babaçu vem acontecendo desde o início da criação da entidade, há quase cinco anos. Segundo o coordenador do Núcleo Agrário da Fundação Mussambê, Erisvaldo Figueredo, a idéia veio a partir de um trabalho de consultoria junto ao Sebrae, em que se verificou que o babaçu está sendo comercializado inteiro, para alimentar o fogo das cerâmicas, deixando de ser aproveitado economicamente por comunidades da região.
Erisvaldo diz que apenas 7% do babaçu é o amêndoa (endocarpo). Vem também o amido (mesocarpo), 25%, e a fibra, que corresponde a 55%. A preocupação maior era possibilitar uma maneira para que esse produto, desperdiçado pela maneira rudimentar de exploração, fosse melhor aproveitado. O pensamento inicial foi desenvolver tecnologia apropriada para o corte do babaçu. Junto com a forma de corte, há o aproveitamento até estético, para a confecção de brincos, colares, cinto e jogo americano, a exemplo do trabalho artesanal desenvolvido pelas mulheres no Sítio Macaúba, em Barbalha, por meio de uma integração promovida por associação local.
Nas Guaribas, no Crato, mais de 20 famílias são beneficiadas com agroindústria, na comunidade de Campo Alegre. Mais uma agroindústria está sendo instalada em comunidade da Batateira. Em Barbalha, a comunidade do Sítio Correntinho, tem a tradição de extração do óleo, utilizando na cozinha e na produção de sabão. O resultado comercial desse trabalho fica na própria região, mas há possibilidade de expansão, diz Erisvaldo, a partir dos projetos desenvolvidos junto às comunidades a expansão das agroindústrias.
As máquinas possibilitam o corte do coco e retirada de todo o material aproveitável, como a amêndoa, o amido e a fibra, e há outra apropriada para a prensa da amêndoa e extração do óleo. O coordenador cita a boa aceitação da tecnologia criada na região, já que no Estado há muitas áreas com palmeirais. Em Marabá e no Pará a implantação das novas tecnologias de extrativismo será feita por meio da Ematerce.
O babaçu não é considerada planta medicinal, como o pequi, por exemplo. Esta pode ser uma das razões para que não haja um despertar para maiores pesquisas sobre a planta, de acordo com Erisvaldo. “O óleo babaçu é mais comestível, não tem propriedades medicinais estudadas”, diz ele, ao acrescentar a importância econômica para as comunidades do entorno da Chapada do Araripe.
Os palmeirais normalmente se formam em áreas que já foram devastadas. Nesses locais há o predomínio dessas árvores. Na área urbana do município do Crato, há um local denominado pela população de palmeiral, que dá um diferencial a paisagem do município, além de arborizar a cidade. Atualmente, conforme dados da Fundação, estão preservados cerca de seis hectares de área com babaçuais. Isso, de acordo com Erisvaldo, corresponde a 60% do que restou das palmeiras de babaçu.
Somente nos municípios de Missão Velha, Jardim, Barbalha e Crato, são cerca de 2 mil famílias sobrevivendo a partir da extração do babaçu. E a conservação da exploração economicamente sustentável dessas famílias é uma das grandes preocupações da entidade.
A idéia de incentivar a criação dos projetos de lei municipal é justamente garantir que o coco seja aproveitado e tenha o seu papel social, além de ser impedida a derrubada das árvores. A Fundação também dá continuidade ao aprimoramento do maquinário, possibilitando mais tecnologia. A unidade a ser criada na Batateira funcionará como ponto de referência para intercâmbio tecnológico. A produção do maquinário para entidade foi iniciada por Gilberto Batista.
Elizângela Santos
Repórter
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=657234
quarta-feira, 22 de julho de 2009


Crato - CE - Ação predatória coloca os Babaçuais do Cariri na Linha de Extinção
Data:09/07/2009 Hora:06:50
A Câmara Municipal do Crato , a exemplo de outras do Cariri, aprovou projeto de lei que dispõe sobre a proibição da queima, derrubada e do uso predatório das palmeiras do coco babaçu na região. A autora do projeto é a vereadora Mara Guedes do PT. Ela conta que no Cariri existem seis mil hectares de babaçuais dos quais, mil e quinhentos hectares já foram destruídos por algumas pessoas que, ao invés de subirem na palmeira para fazer a poda da palha para coberta de casas e fabricação de produtos artesanais, cortam a palmeira criminosamente e isto vem colocando nossos cocais na linha de extinção. Uma palmeira precisa entre dez e doze anos para chegar a vida adulta.
Outro aspecto considerado preocupante pela vereadora é que, devido aos órgãos ambientais terem intensificado a fiscalização na extração irregular de lenha nas nossas matas, muitas industrias de calçados, padarias, cimento e cerâmicas do Cariri, passaram a usar em seus fornos a queima do coco babaçu como fontes alternativas de energia, prejudicando centenas de comunidades extrativistas que viviam da extração do coco como complemento da renda familiar. Com a queima do fruto IN NATURA ocorre o desperdício de seus subprodutos.
O projeto de lei não proíbe o corte da palha e nem a colheita do coco mas sim, a queima indiscriminada desse fruto onde nas amêndoas, casca, mesocarpo e epicarpo estão concentrados os mais de sessenta subprodutos como o óleo, farinha, am ido, fibras, fertilizantes e etanol. Também recomenda o replantio das áreas devastadas, disse a vereadora.
O engenheiro de produção da Fundação Mussambê, onde já tem um trabalho sobre o tema, Dr. Daniel Walker Junior, disse que é oportuna a iniciativa da vereadora cratense pois nossos babaçuais estão ameaçados de extinção. O Ceará, em 2002 produzia seis mil toneladas/ano de amêndoas e hoje esta produção foi reduzida significativamente devido a derrubada das palmeiras e queima das áreas de plantio.
Francisco Sales da Silva, chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais ( IBAMA ) no Cariri, elogiou a aprovação da lei e disse que não tem havido fiscalização na exploração do coco babaçu na região , exatamente por falta de um instrumento jurídico. A constituição federal de 1988 manda que cada município cuide de seu meio ambiente e que a devastação dos babaçuais no Cariri tem prejudicado o nosso ecossistema e oca sionado desequilíbrio ecológico, explicou o chefe do IBAMA.




